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Archive for the ‘LEMBRANÇAS’ Category

QUE SACO
Boolero: Siempre que te pregunto….. que saco, que saco, que saco.

RALA MAGUIL
Rala Maguila rala, Maguila rala, Maguila rala, ai ai…

JOAQUIM MERECE A MEIAÉ AMEIA
A mesma música do Maguila: O Joaquim merece a meia, o Joaquim merece a meia, o Joaquim merece a meia

TÔ COM PULGA NA CUECA
Sucesso da Miriam Makeba: Tô com pulga na cueca, pa ti pa tatá.

BOLEROS DE GREGORIO BARRIOS
Maior cantor de boleros na década de 50. Tinha no repertório músicas que só falavam de mulheres más.
Apareceu lé em Mococa e a plateia pedia para cantar: Ingrata, Perfidia, Traicioneira, Hipócrita, Perdida, etc…
Nisso, um gaiato na plateia pediu Filha da p…

COMPASSO DE ESPERA
Antigamente, os conjuntos musicais faziam uma pausa , geralmente para decidir qual a proxima musica, ou mesmo para tomar uma água e ficavam em compasso de espera:
Na bateria com a vassourinha: tchan tchan pum… tchan pum …
Com a sanfona: nheco nheco pum… e a mais conhecida era: Tô ficando véio, tô ficando fraco, encolhendo o pinto, espichando o saco… tô ficando véio, tô ficando fraco…
Hoje em qualquer restaurante ou festa não existe mais isto, só tem o conjunto do Eu Sozinho com teclado que toca musica automática ou o famoso violão com Bos…a Nova que até o Mike Tyson canta.

INTRODUÇÕES
Antigamente, todas as músicas tinham introduções, algumas eram mais conhecidas do que a propria música, ex: Feitiço da Vila, Mulata o teu cabelo não nega e muitas outras.
Ouça um CD do Trio Los Panchos e aprecie todas as introduções de cada música, uma mais bonita do que a outra.

TIRIRICA<
Florentina de Jesus e India seus cabelos, repetindo sempre a mesma estrofe.
Quem pensa que isto foi invenção dele, está muito enganado, ligue na Mix FM ou na Disney FM e vão ouvir dezenas de músicas que repetem a mesma estrofe ou a mesma melodia do começo ao fim. (só que são americanas e estão na mídia comercial,acho que dão lucro)

PARECE QUE NÃO SEI
De Patropi e Le Pera
Eu não sabia, que voce sabia, que ela sabia, que eu não sabia, que ela sabia… Parece que não sei? Repete.

MARCHA MILITAR
Miotp tocada nas fanfarras escolares nos desfiles
Corneta: Quero cagá mais num posso – Surdo: Toma purgante, caga bastante, toma purgante, caga basyanye, toma p…

INESQUECÍVEIS DE VERDADE
Devo ter várias dezenas considerando só as melhores de cada nacionalidade e de cada época.
Sempre gostei de todo tipo de música, desde a sertaneja (não sertanojo tipo faroeste) até musicas clássicas populares. Adoro música russa.

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Se no jantar me perguntarem o que comi no almoço, provavelmente vou dizer não me lembro.

O médico que me disse que com 78 anos é normal falhar a memória recente.

Em compensação, memória antiga está cada vez melhor.

Antes que ela se apague vou deixar anotado umas recordações sobre alguns amigos, figurinhas carimbadas:

ANTUNES

Era o contador e eu o sub-contador. Todas sextas feiras, saíamos juntos para um happy hour e comprávamos um bilhete da Loteria Federal, meio a meio. No fim de semana que eu fui para Mococa na segunda-feira ele estava me esperando com um sorriso de orelha a orelha. Ele tinha comprado o bilhete sozinho e ganhou no primeiro prêmio. Comprou um carro, aplicou no over e me pagou um jantar, como consolação.

Com ele, no largo do Arouche, no Rei da Caipirinha, com duas ou três caipirinhas peguei o maior fogo. Fiquei uns 4/5 anos sem poder tomar caipirinha ou outra bebida doce.

Em loteria eu nunca fui bom. Em Mococa comprávamos da Loteria Mineira, o bilheteiro que era nosso amigo abriu um leque com os bilhetes, eu peguei o 3436 e o meu vizinho pegou o 3435. O meu vizinho ganhou o primeiro prêmio e eu fiquei com a aproximação. Consegui fazer um terno de linho com os quebradinhos que ganhei.

Para não dizer que nunca ganhei nada, ganhei um despertador em uma rifa na Cumbuca.

Este prêmio teve dois significados importantes: 1) O despertador era para eu lembrar que tinha que acordar sempre cedo para trabalhar, o que fiz a vida toda. 2) Para quem não sabe a Cumbuca é aquele sistema que quem ganha é aquele que não é sorteado e fica por ultimo. Entenderam porque eu ganhei?

PETER

Pedrinho era um Office Boy que trabalhava na firma e como a firma era alemã, resolvemos apelida-lo de Peter.

Pense numa pessoa chata. Ele era 10 vezes mais chato.

Naquela época os Bancos da Rua Boa Vista tinham balcões de mármore e davam como ficha de espera uma moeda grande. O pessoal do Banco pedia pelo amor de Deus para não mandar o Peter fazer os pagamentos, porque ele pegava a ficha (moeda) e ficava fazendo pim – piririm – pim pim no balcão.

Mas, ele tinha uma utilidade. Recebemos dois fiscais do IPI, e como eu estava ocupado com o encerramento do balanço, coloquei-os na sala de reunião e apresentei o Pedrinho: este moço é nosso arquivista, podem pedir os documentos que precisarem que ele pega na hora. O Pedrinho sentou do lado dos fiscais e ficou de plantão. Uma hora depois os fiscais foram embora e se despediram dizendo que voltavam na segunda feira. Não voltaram até hoje.

NOMES DIFERENTES

O Suzuki, quando se apresentava: Prazer, Suzuku, aquele que não faz onda (Honda).
O Durante, fazia questão de dizer que não era antes nem depois, era durante.
O Epapharol,geandde colega, infelismente já falecido, dizia pode me chamar de Epa.

IVO MARTINELLI

Ele falava: Nunstã, tá nasquina do banco dustado, era alvo das nossas imitações.

CARLINHOS

O desmancha rodinha. Quando ele chegava o pessoal ia saindo. Dominava qualquer assunto e começava a dar aula sobre o assunto que estávamos conversando. Se fosse cinema ele sabia até o nome do dono da Metro, Fox, etc. Uma vez estávamos falando sobre fotografia, assunto que era a minha especialidade, ele entrou e ai eu vi quantas besteiras ele falava.

PRIMO E SECONDO

Eram dois irmãos gêmeos (meus primos), mas não eram gêmeos idênticos. O Primo nasceu primeiro, era mais bonito e muito educado. O Secondo, além de feio era muito malcriado. Não falava duas palavras sem intercalar um “pqp”. A empregada subiu na balança para pesar e ele: pqp. Só de bunda pqp 2 arrobas pqp.

MAKOTO TANAKA

Colega na escola técnica em curso noturno que gostava de jogar futebol, que jogávamos na hora do recreio, geralmente usando o fruto da paineira como bola. Ninguém conseguia tomar a bola dele. Motivo: Ele tinha um pé defeituoso tipo equino que era duro como pedra e um pisão dele fazia um belo estrago. Chamávamos ele de Matoco e ele ficava p. da vida.

Me recordo também nesta fase de duas coisas interessantes o circo que ficavam ao lado e tocavam o tempo todo: Chiquita Bacana e no final da aula íamos paquerar as artistas do circo que eram bonitinhas. Surgiu também um negocio chamado Coca Cola que davam para experimentar e todo mundo achava horrível.

VITORINO DA CONCEIÇÃO

Ele gostava de promover teatrinho na casa dele, colocava cadeiras e até cobrava ingressos, geralmente pagos com palitos de fósforo. O interessante era como ele anunciava o início do espetáculo: atentão, atentão, ati tem tá falano é o Vitolino da Tonteitão, e prosseguia com o pimeilo numelo. O interessante é que o Cebolinha só foi criado 30/40 anos depois.

BOLA SETE
Era um preto muito extrovertido e que era muito querido em Mococa. Nunca fiquei sabendo o nome dele, sempre o chamei de Negão e ele nunca reclamou. Se fosse hoje, seria processado por racismo. Uma veez.na Rua Direita que antigasmente era reduto da criolada, ele me viu e coom a voz forte que elle tinha, gritou: MOCOCA, o Mococa e veio correndo me abraçar.
Aliás, eu tive vários amigos pretos e nunca tive problema nenhum com eles.
Hoje, chamei um menininho, no eelevador de japinha, a minha cunhada me repreendeu dizendo que os pais poderiam me processar.
É mole? Estamos no Brasil.

CHICO BARBEIRO
Não podia deixar de falar sobre o meu amigo Chico.
Ele foi um dos barbeiros mais conhecidos de Moema. Quando o sóoio dele faleceu, ele fechou o salão e levou uma cadeira para a casa deke. Os fregueses, a maioria gentes importantes, médivcos, diretores, erc. o procurarame ele começous a atentender na edicula de sua casa. VVários clientes dele já faleceram, alguns, freguereese a mais de 50 anos, Hoje com 90 anos, parou de trabaslhar com 89. Costumavamos dizer que ele tinha aparado a barba de Dom Pedro, por ocasião da independencia.
Era uma barbeiro comum, mas era muito bom de papo, conversava sobre todos os assuntos e ficava sempre atualizado com as piadas.
Ele contou como adotou a sua cachorrinha.Um vira latas apareceu na porta da sua casa e a mulher dele deu um prato de comida.
Mo dia seguinte o cão apareceu acompanhado de uma cadelinha.A esposa do Chico falou, tudo bemn. ondde ciome um come dois e deu mais um pratto de comida.
No terceiro dai só apareceu a cadelinha. A mulhrt do Chico deduziu, pô, o cachorro só trouse ela aqui para ensinar o caminho aonde ela iria ter comida. Adotaram a cadelinha que viveu com eles ppo mais de 15 anos.
Parei de frequentar o ss
salão do Chico por não ppoder diorigir. Hopje tem dois salões pperto de casa, um só fala dd futebol e outro parece um velório, se conto uma piada, não sei se não entenderam ou se, se ofenderam,. pela cara feia que fazem.

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Sobre este tema, daria para escrever uns 20 livros, mas vou lembrar apenas alguns contos mais comuns.que presenciei

ROLAND GARROS

Conheço bem São Paulo, só me perco no ABC e na Zona Leste.
Estive na Zona Leste procurando a Rua Roland Garros (“rolan garrôs”) e não achava de jeito nenhum. Ninguém sabia onde era, até que finalmente um iluminado perguntou: rolandi gárrus? Isso isso isso. É ali no segundo farol.
O pior foi que depois fui na padaria e pedi uma cerveja Muchen, o garçom me corrigiu MIXIN. Pois é, quando falo certo ninguém me entende, quando falo errado me corrigem.
Para encerrar com chave de ouro, fiz a besteira de perguntar, como é que eu faço pra voltar para São Paulo, ficaram bravos. Ué, aqui é São Paulo.
Depois disto, morando no Campo Belo, cansei de ensinar aonde fica a rua Demosténes. DEMÓSTENES.

SANTINHOS

Uma das poucas coisas que gostei de ver na Europa foi em Paris. Estava em uma praça, não sei qual e estava tendo uma passeata com mais ou menos 300 pessoas Estavam distribuindo folhetos e atrás vinha um caminhão com um grande aspirador. Terminou a passeata e a praça tinha ficado limpinha.
Na Av. Indianópolis, aonde votava o ex-presidente Fernando Henrique, ficava 2 quarteirões branquinhos de santinhos.
Se tivéssemos uma maquina daquela era uma beleza.

BATATA CHIP

No Botafogo, Rio de Janeiro, peguei um sucateiro se ajeitando para almoçar. Tinha acabado de chegar de viagem e tinha sobrado um tubo de batata chip com mais da metade. Peguei no carro e dei para o sucateiro. Achei que ele ia ficar feliz, mas ele nem me agradeceu e colocou em um canto. Pegou uma lata de bolacha daquelas ovais, colocou um macarrão, umas verduras e legumes, chacoalhou bem que até ficou bonito. Comentei: Isto num restaurante francês, vale uma nota preta. Pegou uma garrafinha de iogurte com cachaça, disse que era para abrir o apetite e comeu tudo. Depois tomou um pouco de água na torneira do bar. E não sei o que ele fez com a batata chip.
Conclusão: no Brasil não tem revolução porque brasileiro não passa fome. Veja quanta sobra boa fica no fim de feira.
A maioria com um feijão e uma cachacinha fica feliz.

RESIDENCUA
Tem um morador de rua, aqui perto, que dorme toda noite na porta de uma loja, aos domingos a entrada fica fechada com corrente para os carros não estacionarem, ele lava as suas roupas e com o jeitinho brasileiro, us a corrente como varal no sol e fica na sombra apreciando o movimento, como se estivesse na propria casa.
MAMÃE EU QUERO
Em 1996, na Europa, depois de não aguentar mais ver igrejas e museus, finalmente, em Nápoles, o guia falou: hoje vamos conhecer uma verdadeira cantina Napolitana. Pensei, achei que que seria ótimo, pois não aguentava mais ver museus.
Chegamos recepcionados por um grupo típico e sentamos em uma pequena arquibancada com palco e com um conjunto daqueles que não precisa de microfone, com uma voz forte e boa. Estava adorando, mas não conseguia ouvir, por causa do galinheiro que estava na plateia. A mulherada não parava de falar. Só pararam quando o conjunto começou cantar Mamãe eu quero e Cidade maravilhosa. Fizeram a maior festa. PQP.. – Gastei uma nota preta para chegar em Nápoles e ouvir MAMÃE EU QUERO e CIDADE MARAVILHOSA?

1/2 LITRO E OUTROS

Chego num Fast Food no SP Market:
Me dá um chopp de meio litro;
– Só tem de 300 e 500 ml.

Na lanchonete da AACD (mais de uma vez):
Me dá um cafezinho;
– Grande ou pequeno?

Numa padoca chique (padaria)
Me dá um misto de salaminho.
– Só salaminho? ? E o queijo, joga fora?

CELULAR

Entrei no elevador, uma mocinha bem arrumadinha, falando no celular, nem me cumprimentou.
– E ai, cumé que Nois fais?
ENTENDI.

ESQUERDA-DIREITA

É incrível como tem gente que não sabe.
Quando peço informação, geralmente pessoas bem vestidas, é normal ver a dificuldade que elas tem para dizer qual é a esquerda ou direita.
Numa ocasião a moça disse com a mão esquerda o Sr. vira à direita e depois com a mão direita, depois o Sr. vira à esquerda.
É óbvio que segui as mãos.

MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO

São dois palavrões na Administração Pública.
A passarela do Aeroporto de Congonhas e alguns museus tombados pelo PATRIMÔNIO HISTÓRICO são alguns exemplos. Ou apodrecem, ou são destruídos por incêndios, mesmo administrados por gente da alta sociedade. Em vez de gastar com alguns empregados para a manutenção, é muito melhor gastar milhões reconstruindo tudo.

CALAMIDADE PÚBLICA

É a alegria dos prefeitos. Uma enchente dá uma verba legal dos governos estadual e federal.
A maior parte do dinheiro??? DESAPARECE.

MINA
Outra coisa que só existe no Brasil
Em Socorro-SP, numa dessas lojinhas qie vende doces, fui lavar a mão e a torneira não fechava.
Avisei a Dona e eele afirmoou que não tinha problema, era agua da mina e ia para o corrego.?

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ANTIGAMENTE

Antigamente- Todos os dentistas sabiam tratar de canal e recuperavam a maioria dos dentes com pivôs e obturações.
Hoje só pensam em implantes. Um único dente, além da demora de 6 meses, não sai por menos de 4 ou 5 mil reais.

Antigamente Havia o médicos da família que examinava o paciente, fazia o diagnóstico e invariavelmente receitava as injeções. Muita gente deixava de ir ao médico com medo das injeções. Hoje, parece que comprimido deve dar mais lucro.
O Pronto Socorro era a Farmacia. Tinham Farmaceuticos que eram melhores que médicos.
Conheço muita gente que faz turismo ambulatorial, hospitalar e laboratorial, terminam uma consulta e já estão pensando na próxima. Quando se precisa realmente de médico, se não tiver um plano de saúde e um bom Pronto Socorro a situação fica complicada.

Antigamente<- O Clínico Geral resolvia quase tudo, hoje, ele manda para um especialista, que por sua vez manda fazer um porção de exames.O resultado é: STRESS ou VIROSE.

Antigamente- Existiam alguns fortificantes bons e baratos que não dependiam de receita médica.
O Neuro Fosfato Escay líquido era muito bom. Foi substituído por comprimidos multi-vitamínicos caros de resultado duvidoso.
O Biotônico Fontoura que hoje é considerado panacéia foi muito bom para mim. Quando era jovem, eu sofria de um mal muito ruim, me embaralhava a vista como se fosse a resistência de uma lâmpada e logo a seguir uma fortíssima dor de cabeça. Um amigo disse que era fraqueza, para eu tomar o Biotônico. Tomei uns dois vidros e nunca mais tive este problema.
Haviam outros fortificantes famosos, como o oleo de fígado de bacalhau, mas eu nunca tomei.
Me fazia muito bem, também, a injeção Metiocolim b12, como anti-tóxica do fígado. Até hoje, só vou ao médico uma vez por ano para uma revisão por causa dos meus 78 anos, mesmo assim a contra-gosto.

Antigamente – A gente ia ao cinema como se fosse a um teatro: Cines Marrocos, Olido, Ipiranga e Payssandu, verdadeiros palácios, hoje abandonados e alguns passando só filmes pornôs.
Hoje vamos em shoppings com salas pequenas e frequentadores mal educados.

Antigamente – A gente ouvia todo tipo de musica no rádio, músicas boas, nacionais e estrangeiras, portuguesas, espanholas, alemãs, russas, francesas, italianas, andinas, paraguaias, argentinas e até americanas. Hoje, qualquer programinha de calouro, mesmo não sabendo uma palavra, o pessoal só canta ingreis. Parece que o idioma é mais sonoro. Falta uma cultura mundial.
Hoje, só ouvimos americanas e nacionais de má qualidade. É uma lavagem cerebral.
Depois de uma ou duas notícias, ou algum anúncio, antigamente, o locutor dizia; e agora dando prosseguimento a nossa parte musical, ouviremos com Cauby Peixoto, de Ari Barroso a Quarela do Brasil. Eram sempre mencionados, o cantor, o compositor e até a orquestra ou acompanhamento.
Acho que deveria ter aula de cultura musical nas escolas. Meu filho de 45 anos não sabe quem foi Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Frank Sinatra, apenas como exemplo.
Hoje, mesmo que a gente goste de alguma música, não dá para saber quem está cantando. O mesmo acontece na TV, se voce não pegar o início, não vai ficar sabendo porque o apresentador só fala você, ele, aquela, lá e outros pronomes indefinidos.

Antigamente – Só se iniciava na vida sexual com as profissionais. Depois tome injeção de Benzetacyl para curar as gonorreias. Hoje as meninas é que querem furunfar.
O nosso saudoso ex presidente José Alencar, ameaçado por uma moça que dizia ser sua filha, disse que só podia ser filha da p…, porque no seu tempo era só na Zona. Nunca teve outro relacionamento.

Antigamente – Iamos aos bailes tambem, para apreciar as orquestras e os cantores. Quem ouviu O Miltinho cantar no Avenida Danças ou curtiu a Orquestra Tabajara de Severino Araujo que o diga.
Hoje o alto som das baladas (ex-Inferninhos) não dá nem pra conversar.

Antigamente – Depois dos bailes, em pleno centro da cidade, praça da Sé, Praça da República íamos comer bauru e esperar o ônibus ou o bonde até as 6 da manhã sem nenhum problema. Hoje, temos que ter cuidado até com os próprios seguranças dos estabelecimentos.

Antigamente – A praia dos paulistanos era o Aeroporto de Congonhas, onde ficávamos em uma espécie de arquibancada vendo os aviões. Hoje é o Shopping.

Antigamente – O Shoppimg dos Paulistanos era o centro da cidade: grandes lojas, Mappin, Mesbla, belos cinemas, bares, lanchonetes, Bar Brahma, Cinelândia, Salada Paulista e outros na Avenida São João e Ipiranga.
Hoje, é a Cracolândia. Chorei?

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Cegueira

Vários médicos já me disseram: tem uma noticia boa e uma ruim; A boa é que eu não vou ficar cego, a ruim é que não tem cura.

vou precisar de lentes ou lupas de até 16 graus para ler documentos. A visão periférica está boa, mas o a visão central ficpu ruim. É O QUE SE CHAMA DE VISÃO SUB-NORMAL.
CONCLUSÃO: Tenho que me adaptar com as lupas e muita paciência.

O QUE NÃO CONSIGO FAZER: Assistir filmes legendados. Só assisto filmes brasileiros, ou dublados. Ler jornais, livros e revistas.

O QUE CONSIGO FAZER COM DIFICULDADE: Com óculos de 14 graus mais lupa e boa luminosidade, consigo ver alguns documentos, assim mesmo só vejo o que interessa, data, vencimento, valor e o que se refere. Descascar batatas, a pele é da mesma cor, fazer fatias finas de salaminho e legumes (antigamente eu fatiava melhor que na máquina). Pegar ou colocar qualquer coisa da mesma cor. O café, tenho que por em xícara branca, o leite em caneca escura. Sinuca, só como exercício visual e de paciência. As bolas desaparecem e tenho sempre que calcular uma margem de diferença para acertar.Futebol na TV espero o replay para ver os gols, bem perto da TV. DATILOGRAFAR: Agora, após quase 4 anos estou conseguindo datilografar.Tatilografava os textos com indicador da mão direita e errava muito. Me esforcei e hoje estou datilografando , Ler emails com a lupa do Windows (magnifier) mais a lupa manual.
Agora descobri que erro menos DATILOGRAFANDO com os 10 dedos (jun/15)

O QUE CONSIGO FAZER COM RELATIVA FACILIDADE: Caminhadas, tomando cuidado para atravessar a rua e não tropeçar (já caí tropeçando em uma tartaruga). Cozinhar utilizando o tato e graças a minha experiência.

O QUE NÃO DEVO FAZER:
Dirigir. Corro o risco de bater na guia e só vejo os imprevistos quando já estão muito perto. Quase passei por cima de canudos. O perigo são os pedestres que abusam. Já faz um ano e meio que não dirijo. Não posso também fazer movimentos automáticos sem prestar muita atenção, já quebrei copos e derrubei bebidas por erros de cálculo.

VANTAGENS:
A minha esposa tinha medo de dirigir em estradas e hoje ela dirige bem e até gosta. Ela está aprendendo bem a se virar na internet e conferir extratos de Bancos, ficando mais independente.

MAIOR PROBLEMA
Como não usop crachá, tidos acham que eu enxergo o que muitas vezes dá mal entendido e confusão.
Mesmo quem sabe do meu problema, esquece e pergunta V. viu isto, V. viu aquilo?

V O U   C O N T I N U A R    T R E I N A N D O – Obrigado!

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