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Archive for the ‘FOTOGRAFIA’ Category

FOTOGRAFIA

Suli-Saltando

Um dos primeiros  hobbies que tive foi a fotografia.
Quando era criança, ficava no meu quarto vendo cineminha.
O cineminha que eu via nada mais era do que a reprodução na parede do meu quarto das imagens do que se passava na rua. Explico: Na casa velha que eu morava, a janela tinha alguns buracos, com o sol brilhante que tinha em Mococa, o buraco funcionava como lente de uma  máquina  fotográfica e com a janela fechada, o quarto ficava como uma câmera escura e projetava  as imagens, geralmente charretes, cavalos e pessoas  que passavam na rua.
Foi ai que descobri que era o princípio da fotografia. Tinha um amigo o Celinho que era filho do fotografo da cidade e até  fotografava bem e ele me explicou que o quarto escuro fazia a função da máquina fotográfica que era uma câmera escura e  que quando a lente abria, recebia a imagem que iria queimar  o filme, só que as imagens eram bem melhores.
A revelação era um banho de um produto para  revelar  o negativo e outro fixador para evitar que o filme  continuasse queimando.
Achei interessante e para iniciar, comprei uma maquininha de caixão,  nacional, da DF Vasconcelos, muito fraquinha e as fotos  quase sempre saiam tremidas.
Depois consegui uma Kapsa, também de caixão e que não tinha    recúrsos, mas tinha uma lente bem melhor.
Talvez em algum museu possa encontrar uma.

A foto acima da minha irmã Alzira no espelho e aparecendo um pouco do meu pai atrás dela,  me ajudando segurando um espelho  para refletir a luz e suavizar as sombras, pode ser considerada uma foto histórica, tendo em vista a ginástica que tive que fazer para tirá-la com a Kapsa. Coloquei a máquina em  cima da janela, segurei  firme do lado de fora e consegui dar  5 segundos de exposição sem tremer. Vale observar que  o visor da Kapsa tinha só  2 x 2 cm.
Depois consegui trocar uma coleção de selos muito boa que eu tinha, por uma camera mais prática, com visor ocular, mas que também não tinha nenhum recúrso.
Quando comprei  uma Flexaret, reflex de 2 lentes  similar japonesa da Rolleiflex, passei a fazer fotos bem melhores.  Essas  máquinas  usavam a lente de cima para refletir a imagem no visor e a de  baixo  para captar a fotografia.            Com boa luminosidade  e disparador de boa velocidade, possibilitava fotos noturnas e instantâneos esportivos.
A foto do câo Suli (goleiro do Sâo Paulo) foi um dos primeiro instantâneos que fiz.
Finalmente comprei  uma mono reflex Canon AT-1 com   flash  e uma tele – objetiva de 200 milimetros.                          Esta máquina  teve uma história interessante. Em  um dos 5 assaltos que tive em minha residência, ela foi roubada junto com o flash, a tele e o estojo de prontidão. Trabalhando no centro  de São Paulo, tive a idéia de passar na Rua Conselheiro Crispiniano, boca das máquinas usadas  e  olhando as vitrines,  vi uma máquina igual a minha (AT1 foi comprada no freeshop do aeroporto e a Fotótica  só tinha importado AE1), pedi para ver  como se estivesse interessado em comprá-la, anotei  mentalmente o número de  fabricação,  liguei para  o meu filho Ayrton e pedi pra ver no certificado de garantia o número da nossa máquina.  Era a própria.
Tinha uma delegacia na Secretaria da Fazenda, onde eu estava trabalhando, falei com a delegada e fui com um investigador na loja   e recuperamos a máquina. Apesar de termos conseguido o nome e endereço da pessoa que a deixou em consignação, a  policia  não conseguiu recuperar a tele-objetiva.
Interessante que este ano 2010 ela foi roubada novamente em Campos do Jordão em assalto na casa do meu filho Cezar  e ficamos só  com o Manual como recordação.
Quando eu fotografava era  em preto e branco,   nunca tive fotômetro e  calculava a luminosidade no olhômetro.
A sombra e luz  também era analizada na prática e  no preto e branco, este ítem era importantíssimo.
O meu amigo Helio Fortes transformava com tinta nanquim uma foto preto e branco em colorida e ficava uma beleza.

Veja a foto acima.

Fazia dupla exposição com fundo escuro, usava filtros para melhorar o céu em dias muito ensolarados ,  flash para fotografias no contra-luz e utilizava as aberturas do diafragma como recúrso para fotos de  paisagens ou closes desfocando o fundo ou dando noção de distância.
Cheguei a revelar as fotos  fazendo  truques com as revelações e dominava bem o assunto, a revelação em preto e branco era fácil de fazer.

Tive uma assinatura da revista Foto Arte por mais de 2 anos e quando vinha a São Paulo não deixava de ver as exposições, principalmente na Galeria Prestes Maia. Meu sonho de consumo na época era comprar uma mono reflex 6×6 Hasseblad, a câmara dos fotógrafos de modêlos, mas o preço era muito alto para mim .
Com o surgimento da foto colorida, fiquei meio perdido porque passou a prevalecer as cores e passei a fazer fotos sem compromisso, apenas para recordações.  Como estava juntando muitos albuns,  com o advento do computador, acabei apelando para a foto digital, que não tem graça nenhuma, posso tirar 50 fotos e aproveitar as 10 melhores, além do bom gosto na escolha das fotos, não é preciso ter qualquer outro conhecimento.
Aliás,  estou apanhando desta maquininha e ainda não consegui utilizar todos  recúrsos que ela diz que  tem.
A minha frustação foi nunca ter conseguido fazer um instantâneo com fundo riscado. É a foto batida com pouca velocidade acompanhando co a máquina um objeto em movimento, de modo que este fique nítido e o fundo riscado.
Tudo isto foi resolvido com camas digitais que são verdadeiros computadores.
Meu filho caçula, o Cláudio, herdou o gosto pela fotografia e está bem  equipado com máquina digital profissional, tripês, flashes conjugados, tele-objetiva e até sombrinha refletiva.
Como ele é escalador, consegue fazer  videos  e  fotos muito boas.
O meu neto Ismael,está fazendo um curso profissional e com uma Canon, no primeiro dia de aula, tirou 300 (trezentas) fotos, muitas sairam ótimas. Ele disse que até o final do curso vai ter que apresentar 2 mil.
Com filmes de 24 poses eu não tirava mais do que 100 por ano. Com era obrigado a analizar bem antes de bater, raramente eu tirava 2 fotos do mesmo assunto, o emocionante era ver o resultado depois da revelação. O meuneto tira em média 10 de cada.

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