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Archive for outubro \01\UTC 2014

Se no jantar me perguntarem o que comi no almoço, provavelmente vou dizer não me lembro.

O médico que me disse que com 78 anos é normal falhar a memória recente.

Em compensação, memória antiga está cada vez melhor.

Antes que ela se apague vou deixar anotado umas recordações sobre alguns amigos, figurinhas carimbadas:

ANTUNES

Era o contador e eu o sub-contador. Todas sextas feiras, saíamos juntos para um happy hour e comprávamos um bilhete da Loteria Federal, meio a meio. No fim de semana que eu fui para Mococa na segunda-feira ele estava me esperando com um sorriso de orelha a orelha. Ele tinha comprado o bilhete sozinho e ganhou no primeiro prêmio. Comprou um carro, aplicou no over e me pagou um jantar, como consolação.

Com ele, no largo do Arouche, no Rei da Caipirinha, com duas ou três caipirinhas peguei o maior fogo. Fiquei uns 4/5 anos sem poder tomar caipirinha ou outra bebida doce.

Em loteria eu nunca fui bom. Em Mococa comprávamos da Loteria Mineira, o bilheteiro que era nosso amigo abriu um leque com os bilhetes, eu peguei o 3436 e o meu vizinho pegou o 3435. O meu vizinho ganhou o primeiro prêmio e eu fiquei com a aproximação. Consegui fazer um terno de linho com os quebradinhos que ganhei.

Para não dizer que nunca ganhei nada, ganhei um despertador em uma rifa na Cumbuca.

Este prêmio teve dois significados importantes: 1) O despertador era para eu lembrar que tinha que acordar sempre cedo para trabalhar, o que fiz a vida toda. 2) Para quem não sabe a Cumbuca é aquele sistema que quem ganha é aquele que não é sorteado e fica por ultimo. Entenderam porque eu ganhei?

PETER

Pedrinho era um Office Boy que trabalhava na firma e como a firma era alemã, resolvemos apelida-lo de Peter.

Pense numa pessoa chata. Ele era 10 vezes mais chato.

Naquela época os Bancos da Rua Boa Vista tinham balcões de mármore e davam como ficha de espera uma moeda grande. O pessoal do Banco pedia pelo amor de Deus para não mandar o Peter fazer os pagamentos, porque ele pegava a ficha (moeda) e ficava fazendo pim – piririm – pim pim no balcão.

Mas, ele tinha uma utilidade. Recebemos dois fiscais do IPI, e como eu estava ocupado com o encerramento do balanço, coloquei-os na sala de reunião e apresentei o Pedrinho: este moço é nosso arquivista, podem pedir os documentos que precisarem que ele pega na hora. O Pedrinho sentou do lado dos fiscais e ficou de plantão. Uma hora depois os fiscais foram embora e se despediram dizendo que voltavam na segunda feira. Não voltaram até hoje.

NOMES DIFERENTES

O Suzuki, quando se apresentava: Prazer, Suzuku, aquele que não faz onda (Honda).
O Durante, fazia questão de dizer que não era antes nem depois, era durante.
O Epapharol,geandde colega, infelismente já falecido, dizia pode me chamar de Epa.

IVO MARTINELLI

Ele falava: Nunstã, tá nasquina do banco dustado, era alvo das nossas imitações.

CARLINHOS

O desmancha rodinha. Quando ele chegava o pessoal ia saindo. Dominava qualquer assunto e começava a dar aula sobre o assunto que estávamos conversando. Se fosse cinema ele sabia até o nome do dono da Metro, Fox, etc. Uma vez estávamos falando sobre fotografia, assunto que era a minha especialidade, ele entrou e ai eu vi quantas besteiras ele falava.

PRIMO E SECONDO

Eram dois irmãos gêmeos (meus primos), mas não eram gêmeos idênticos. O Primo nasceu primeiro, era mais bonito e muito educado. O Secondo, além de feio era muito malcriado. Não falava duas palavras sem intercalar um “pqp”. A empregada subiu na balança para pesar e ele: pqp. Só de bunda pqp 2 arrobas pqp.

MAKOTO TANAKA

Colega na escola técnica em curso noturno que gostava de jogar futebol, que jogávamos na hora do recreio, geralmente usando o fruto da paineira como bola. Ninguém conseguia tomar a bola dele. Motivo: Ele tinha um pé defeituoso tipo equino que era duro como pedra e um pisão dele fazia um belo estrago. Chamávamos ele de Matoco e ele ficava p. da vida.

Me recordo também nesta fase de duas coisas interessantes o circo que ficavam ao lado e tocavam o tempo todo: Chiquita Bacana e no final da aula íamos paquerar as artistas do circo que eram bonitinhas. Surgiu também um negocio chamado Coca Cola que davam para experimentar e todo mundo achava horrível.

VITORINO DA CONCEIÇÃO

Ele gostava de promover teatrinho na casa dele, colocava cadeiras e até cobrava ingressos, geralmente pagos com palitos de fósforo. O interessante era como ele anunciava o início do espetáculo: atentão, atentão, ati tem tá falano é o Vitolino da Tonteitão, e prosseguia com o pimeilo numelo. O interessante é que o Cebolinha só foi criado 30/40 anos depois.

BOLA SETE
Era um preto muito extrovertido e que era muito querido em Mococa. Nunca fiquei sabendo o nome dele, sempre o chamei de Negão e ele nunca reclamou. Se fosse hoje, seria processado por racismo. Uma veez.na Rua Direita que antigasmente era reduto da criolada, ele me viu e coom a voz forte que elle tinha, gritou: MOCOCA, o Mococa e veio correndo me abraçar.
Aliás, eu tive vários amigos pretos e nunca tive problema nenhum com eles.
Hoje, chamei um menininho, no eelevador de japinha, a minha cunhada me repreendeu dizendo que os pais poderiam me processar.
É mole? Estamos no Brasil.

CHICO BARBEIRO
Não podia deixar de falar sobre o meu amigo Chico.
Ele foi um dos barbeiros mais conhecidos de Moema. Quando o sóoio dele faleceu, ele fechou o salão e levou uma cadeira para a casa deke. Os fregueses, a maioria gentes importantes, médivcos, diretores, erc. o procurarame ele começous a atentender na edicula de sua casa. VVários clientes dele já faleceram, alguns, freguereese a mais de 50 anos, Hoje com 90 anos, parou de trabaslhar com 89. Costumavamos dizer que ele tinha aparado a barba de Dom Pedro, por ocasião da independencia.
Era uma barbeiro comum, mas era muito bom de papo, conversava sobre todos os assuntos e ficava sempre atualizado com as piadas.
Ele contou como adotou a sua cachorrinha.Um vira latas apareceu na porta da sua casa e a mulher dele deu um prato de comida.
Mo dia seguinte o cão apareceu acompanhado de uma cadelinha.A esposa do Chico falou, tudo bemn. ondde ciome um come dois e deu mais um pratto de comida.
No terceiro dai só apareceu a cadelinha. A mulhrt do Chico deduziu, pô, o cachorro só trouse ela aqui para ensinar o caminho aonde ela iria ter comida. Adotaram a cadelinha que viveu com eles ppo mais de 15 anos.
Parei de frequentar o ss
salão do Chico por não ppoder diorigir. Hopje tem dois salões pperto de casa, um só fala dd futebol e outro parece um velório, se conto uma piada, não sei se não entenderam ou se, se ofenderam,. pela cara feia que fazem.

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