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Archive for janeiro \19\UTC 2014

ANTIGAMENTE

Antigamente- Todos os dentistas sabiam tratar de canal e recuperavam a maioria dos dentes com pivôs e obturações.
Hoje só pensam em implantes. Um único dente, além da demora de 6 meses, não sai por menos de 4 ou 5 mil reais.

Antigamente Havia o médicos da família que examinava o paciente, fazia o diagnóstico e invariavelmente receitava as injeções. Muita gente deixava de ir ao médico com medo das injeções. Hoje, parece que comprimido deve dar mais lucro.
O Pronto Socorro era a Farmacia. Tinham Farmaceuticos que eram melhores que médicos.
Conheço muita gente que faz turismo ambulatorial, hospitalar e laboratorial, terminam uma consulta e já estão pensando na próxima. Quando se precisa realmente de médico, se não tiver um plano de saúde e um bom Pronto Socorro a situação fica complicada.

Antigamente<- O Clínico Geral resolvia quase tudo, hoje, ele manda para um especialista, que por sua vez manda fazer um porção de exames.O resultado é: STRESS ou VIROSE.

Antigamente- Existiam alguns fortificantes bons e baratos que não dependiam de receita médica.
O Neuro Fosfato Escay líquido era muito bom. Foi substituído por comprimidos multi-vitamínicos caros de resultado duvidoso.
O Biotônico Fontoura que hoje é considerado panacéia foi muito bom para mim. Quando era jovem, eu sofria de um mal muito ruim, me embaralhava a vista como se fosse a resistência de uma lâmpada e logo a seguir uma fortíssima dor de cabeça. Um amigo disse que era fraqueza, para eu tomar o Biotônico. Tomei uns dois vidros e nunca mais tive este problema.
Haviam outros fortificantes famosos, como o oleo de fígado de bacalhau, mas eu nunca tomei.
Me fazia muito bem, também, a injeção Metiocolim b12, como anti-tóxica do fígado. Até hoje, só vou ao médico uma vez por ano para uma revisão por causa dos meus 78 anos, mesmo assim a contra-gosto.

Antigamente – A gente ia ao cinema como se fosse a um teatro: Cines Marrocos, Olido, Ipiranga e Payssandu, verdadeiros palácios, hoje abandonados e alguns passando só filmes pornôs.
Hoje vamos em shoppings com salas pequenas e frequentadores mal educados.

Antigamente – A gente ouvia todo tipo de musica no rádio, músicas boas, nacionais e estrangeiras, portuguesas, espanholas, alemãs, russas, francesas, italianas, andinas, paraguaias, argentinas e até americanas. Hoje, qualquer programinha de calouro, mesmo não sabendo uma palavra, o pessoal só canta ingreis. Parece que o idioma é mais sonoro. Falta uma cultura mundial.
Hoje, só ouvimos americanas e nacionais de má qualidade. É uma lavagem cerebral.
Depois de uma ou duas notícias, ou algum anúncio, antigamente, o locutor dizia; e agora dando prosseguimento a nossa parte musical, ouviremos com Cauby Peixoto, de Ari Barroso a Quarela do Brasil. Eram sempre mencionados, o cantor, o compositor e até a orquestra ou acompanhamento.
Acho que deveria ter aula de cultura musical nas escolas. Meu filho de 45 anos não sabe quem foi Luiz Gonzaga, Pixinguinha, Frank Sinatra, apenas como exemplo.
Hoje, mesmo que a gente goste de alguma música, não dá para saber quem está cantando. O mesmo acontece na TV, se voce não pegar o início, não vai ficar sabendo porque o apresentador só fala você, ele, aquela, lá e outros pronomes indefinidos.

Antigamente – Só se iniciava na vida sexual com as profissionais. Depois tome injeção de Benzetacyl para curar as gonorreias. Hoje as meninas é que querem furunfar.
O nosso saudoso ex presidente José Alencar, ameaçado por uma moça que dizia ser sua filha, disse que só podia ser filha da p…, porque no seu tempo era só na Zona. Nunca teve outro relacionamento.

Antigamente – Iamos aos bailes tambem, para apreciar as orquestras e os cantores. Quem ouviu O Miltinho cantar no Avenida Danças ou curtiu a Orquestra Tabajara de Severino Araujo que o diga.
Hoje o alto som das baladas (ex-Inferninhos) não dá nem pra conversar.

Antigamente – Depois dos bailes, em pleno centro da cidade, praça da Sé, Praça da República íamos comer bauru e esperar o ônibus ou o bonde até as 6 da manhã sem nenhum problema. Hoje, temos que ter cuidado até com os próprios seguranças dos estabelecimentos.

Antigamente – A praia dos paulistanos era o Aeroporto de Congonhas, onde ficávamos em uma espécie de arquibancada vendo os aviões. Hoje é o Shopping.

Antigamente – O Shoppimg dos Paulistanos era o centro da cidade: grandes lojas, Mappin, Mesbla, belos cinemas, bares, lanchonetes, Bar Brahma, Cinelândia, Salada Paulista e outros na Avenida São João e Ipiranga.
Hoje, é a Cracolândia. Chorei?

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