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Archive for janeiro \29\UTC 2011

BAILES

Eu não poderia deixar de falar deste assunto, pois foi uma das melhores fases da minha vida.

Dentre as minhas atividades, das quais cito como acima da média foi a de dançarino de dança de salão.

Ainda hoje, quando vou a um hotel ou restaurante com musica ao vivo, fico com inveja dos casais que estão dançando bem.

Porque não danço mais,  se a dança de salão é uma das atividades favoritas do pessoal da terceira idade?

Acontece o seguinte, a minha esposa, apesar de eu tê-la conhecido em um baile, é um pouco dura para dançar e embora  conheça bem  os passos, não consegue entrar no ritmo.

Por outro lado, tem aquela velha máxima que diz que levar a nomorada ao baile é o mesmo que ir ao churrasco e levar sanduiche.

Outra desculpa é o tênis.  Estou viciado neste tipo de calçado que, realmente, não é apropriado para dança de salão.

O ideal seria um sapato de sola de couro e nunca me lembro de levar um.

Aliás, sempre íamos aos bailes trajados a rigor com sapato bico fino bem engraxado. Eu tive um terno de linho branco que quando eu abria o armário ele já sabia, hoje tem baile.

Nas décadas de 50 e 60 não perdia um baile. Dançava com várias garotas durante o baile, umas porque eram minhas amigas, outras porque dançavam bem e algumas para paquerar.

Dançamos agarradinhos e na maioria das vezes de rosto colado. Sempre tinha uma que ficava reservada  para sair e namorar no fim do baile.

A cantada era levar pra casa.  As vezes, quando tinha garota nova, havia até uma disputa entre os bacanas.

Uma vez, peguei um valentão que queria me bater, consegui acalmá-lo e convencê-lo que estava errado e no dia seguinte ele veio me pedir desculpas e agradecer por ter evitado que ele desse vexame no clube, onde ele já estava manjado.

Naquele tempo, não tinha pilula, nem motel e só namorávamos mesmo era  nos portões das casas,  as vezes dava zebra e não pintava nem um beijinho.

Ainda sobre o tema, tem uma entrevista do vice- presidente  José Alencar em que o reporter peguntou sobre uma mulher que dizia ser sua filha e estava reinvidicando paternidade,  e ele, gente finíssima e simples, com a maior sinceridade respondeu:

No meu tempo a gente só transava  na ZONA e eu não tive amores ou amizades com nenhuma delas.

Como na época eu era um ilústre desconhecido, retrucou,  se isto aconteceu foi pura fatalidade. O reporter entendeu a mensagem e perguntou, então só pode ser filha da P.?

Constrangido o Zé Alencar, não, pelo amor de Deus eu não quiz dizer isto.

Quando não tinha baile em Mococa, sabiamos sempre em qual cidade vizinha ia ter um. Alugávamos taxi e não perdiamos nenhum destes eventos. Ninguém da turma tinha carro.

A cidade de Tapiratiba era sempre a mais esperada, as garotas eram bonitas e nos bailes tinha sempre mulher sobrando (pelo menos umas 4 para cada homem). No carnaval era comum  eu ficar acompanhado de duas.

Eu dançava tão bem que para a minha formatura de Técnico em Contabiliade, escolhi como madrinha a minha amiga Dirce,  que era uma excelente dançarina. Dançamos uma valsa espetacular, rodávamos tanto para a direita como para a esquerda e ocupávamos todo o salão. A  maioria quando dança a valsa, só gira para a direita.

Dancei com todas as orquestras que haviam na época: A Tabajara de Severino Araujo, Sylvio Mazzuca, Românticos de Cuba, Pedrinho de Guararapes que era do interior, mas muito boa, Al Mônaco que tocava um pistão (trumpet) maravilhoso e saía tocando no meio  do salão, Osmar Milani, Erlon Chaves  e  por último,  Enrico Simonetti em São Paulo qu  foi  quando conheci a minha esposa.

Tive a honra de tomar rabo de galo com moço desconhecido, mais ou menos da minha idade, descoberto por Renato Murce da Rádio Nacional do RJ, que na ocasião me falou: Este moço vai ser um dos maiores violonistas do Brasil.

Era nada mais, nada menos que Baden Powel.  Bebia todas, parou de beber e já  m o r r e u. Evidentemente que não foi porque parou de beber.

Várias vezes, depois dos bailes, tomávamos cervejas e comíamos um legítimo baurú em em bar de Mococa, acompanhados de Jorge Goulart e Nora Nei, gentes   finas e  assíduos frequentadores de Mococa.

Quando mudei para São Paulo, frequentei todos os salões, O Clube Esso, Atlantic, o Avenida Danças e até a gafieira Som de Cristal.

Em alguns,  não dava para enfrentar as feras dançando e ficava só apreciando as Orquestras e os Cantores.

No Avenida Danças na Av. Ipiranga cheguei a ver o Miltinho cantar. Sou fã dele até hoje.

As dançarinas pelo sistema de Taxi Girl, dançavam muito bem, picavam cartão para marcar o tempo dançado e só podiam sair com algum cliente, depois das 4 quando fechava o estabelecimento.

Eu como estava sempre duro, acho que dancei só uma ou duas vezes com estas profissionais. Ficava como sempre, apreciando a orquestra e os cantores que eram muito bons.

Passei, então, a procurar bailes em clubes, Palácio Mauá, Club Homs, Casa de Portugal, etc.

Foi aí que eu dancei.

Estava na porta do Club Homs, na Avenida Paulista que estava tendo um baile e não estavam deixando ninguém entrar, só os convidados dos promotores da festa.   Um rapaz  me disse que na Casa de Portugal estava tocando o Enrico Simonetti, mas  era baile da colônia japonesa,  só tinha japonês.  Como estava doido para conhecer a orquestra do Simonetti, fui lá e consegui entrar com facilidade.

CONCLUSÃO: Fiquei conhecendo a minha esposa, dei aquela paquerada, amor a primeira vista e marcamos encontro no Largo de Moema para o dia seguinte.

Era solteirão convicto e com 29 anos não pensava em me casar.

O destino é uma coisa muito séria, não costumava dar moleza para as namoradas, nunca esperei mais de 15 minutos de atraso nos encontros marcados. Com a minha esposa aconteceu o impossível, ela atrasou 1 hora e meia e eu fiquei esperando porque não tinha como encontrá-la de novo.

Deu no que deu, eu e a Dona Olga estamos casados  a   46 anos.  Me enforquei no dia de Tiradentes, 21 de abril de 1965

 

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INGREDIENTES

1/2 kg de carne moida refogada com alho,   cebola, sal e pimenta do reino a gosto. Deixe esfriar e reserve.
1 linguiça calabresa defumada sem pele
2 batatas médias, descascadas e bem cozidas na água com sal.
2 colheres de farinha de trigo    –   1 xicara de queijo ralado
2 ovos    –    cebolinha picadinha  –   fubá e farinha de mandioca (meio/meio) para empanar

PREPARO

Passe a carne e a linguiça no processador ou Pik-lik e coloque em uma vasilha para misturar
No mesmo processador, passe as batatas com os ovos e a farinha e misture com a carne mexendo bem até ficar no ponto de fazer rolinhos.    Se precisar,  coloque um pouco mais de farinha de trigo.
Faça os rolinhos não muito grandes, passe na farinha apertando um pouco e frite em óleo bem quente o suficiente para quase chegar na altura dos croquetes. Frite no máximo 2 ou 3 de cada vez, virando sempre.
Retire-os,  deixando escorrer um pouco no ar e coloque em papel absorvente. Quando bem fritos ficam sequinhos.

ASSADO – mais pratico

Utilizar carbe crua – 2 colheres de queijo ralado – substituir a farinha por uma mistura de farinha de mandioca e fubá (2×1)
Temperar e misturar tudo deixando descansar pelo menos 30 minutos fazer os rolinos bem farinhados e assar 180 graus por 30 ninutos
SUGESTÃO comer passando no molho em uma tijelinha;
2 colheres catchup, 1 colher shoyo – 1 colher mostarda, 1/2 colher açucar e 1 colherinha molho de pimenta

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FEIJOADA LIGHT

Feijoada light é como cachaça light  –  não existe. Mas esta minha fica bem mais leve, sem perder o sabor.

É necessário um bom panelão alto.

INGREDIENTES

1 kg de feijão preto de boa qualidade, dê uma mordidinha em um grão para ver se não está muito duro.

Na dúvida deixe de molho na água durante uma noite.

2 kgs de apetrechos para feijoada a gosto – pode ser um pouco mais. Sugestão:

200 grs bacon  –  4 paios  –     2 linguiças calabresa  defumadas

Complete os 2 quilos  ou um pouco mais, com lombo e costelinha salgados e 2 rabinhos de porco e um pedaço de  carne seca.

Temperos: 4 ou 5 folhas de louro, 1 cabeça de alho, 2 colheres de chá de pimenta do reino, 1 ou 2 ramos de alecrim.

PREPARO

Dessalgue as carnes cortadas em pedaços  médios e trocando a  água pelo menos 4 vezes.

Inicie o dessalgamento na véspera, deixando passar a noite na água.

Também na vespera  cozinhe as linguiças sem as peles com o bacon  em pedaços médios  em uma panela alta  por 3 minutos, com água cobrindo bem. Deixe esfriar na própria água e  passar a noite na geladeira ou se for no inverno pode ficar fora da geladeira e reserve.

No dia seguinte, retire a crosta de gordura que vai ficar por cima e utilize o caldo para cozinhar o feijão.

Quanto ao bacon procure comprar com mais carne.   Coloque o couro para cozinhar junto com as carnes.

Coloque o feijão de molho na água durante a noite.

Se achar que o feijão está bem macio pode colocar molho no dia seguinte bem cedinho.

De manhã comece cozinhando o feijão em uma boa panela de pressão.

Se o feijão for bom, bastam 5 minutos de pressão( na dúvida deixe 10 minutos). Assim que perder a pressão despeje tudo no panelão.

Cozinhe as carnes por 15 minutos na pressão. Assim que perder a pressão, escorra jogando a água fora e despeje as carnes no panelão, junto com o feijão.

Por último coloque as linguiças  no panelão junto com o feijão e as carnes.

Coloque o panelão no fogo,   junte o alho   fritado com 1 pouco de azeite ( sem queimar), as folhas de louro, a pimenta do reino, os ramos de alecrim  e deixe tudo cozinhando em fogo baixo, sem a tampa,  por pelo menos 1 hora,para engrossar e pegar bem os sabores.

O segredo da feijoada é este tempo de cozimento.

Mexa de vez em quando com uma boa colher de pau, para não pegar no fundo.  Se for necessário, complete com água quente.

No final tem que apurar sem engrossar muito e  nem ficar muito liquida.

MOLHO –   Em um pirex  coloque  todo o maço de cheiro verde, com 2 pimentas dedo de moça sem as sementes,  tudo bem picadinho,   tempere com 1 cálice de vinagre e deixe curtir 1/2 hora.

Despeje 2 ou 3 conchas do caldo da feijoada bem quente e reserve para quem quizer temperar no prato.

ARROZ, COUVE E FARINHA DE MANDIOCA – Acompanham. Um molho de pimenta complementar, também.

LARANJA,   ABACAXI  e  CAIPIRINHA – Sirva com laranja e abacaxi descacados e picados, não como sobremesa, mas para comer junto.

A Cairipirinha use como digestivo e não como aperitivo.

A minha receita de Caipirinha vou anotar, futuramente,  no post das Cachaças –  é muito boa.

Serve bem 10 pessoas.

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TECNOLOGIA

Não pretendo fazer um trabalho completo sobre o assunto e sim relatar os casos que me ocorreram nos 78,5 anos e que envolveram o desenvolvimento de Tecnologia.
COMPUTADOR

Há tempos que venho admirando e observando os jovens trabalhando nos caixas dos Bancos. Hoje, no Santander me atendeu uma  mocinha (era mais uma menina) que acredito não deveria ter mais de 18 anos.  Apesar dos recúrsos atuais da informática, acho que é uma responsabilidade muito grande.
No BANCO F. BARRETO, onde trabalhei na matriz em Mococa na decada de 50 trabalhei  em todos  departamentos do Banco, menos no CAIXA.
Só utilizávamos  máquinas de escrever mecânicas e maquinas de somar. Para calcular, tínhamos que repetir as operações, somando ou subtraindo. Ex: Para multiplicar um número por 97, repetiamos  – 3 vezes e  + 00 1 vez, ou seja 100 – 3.   As máquinas de contabilidade que usávamos para escriturar a contabilidade, apesar de elétricas eram verdadeiros trambolhões. Esta escrituração era controlada, conferindo o movimento do dia com o fechamento do Caixa. Um operador efetuava todos os lançamentos durante o expediente e outro repetia todo o movimento no dia seguinte, se ocorrece alguma diferença, os dois lançamentos eram confrontados até que a diferença fosse localizada.
O cargo de  CAIXA era considerado de  primeiro escalão, logo abaixo dos Diretores, tinha que conhecer os principais clientes e na duvida consultava a Conta Corrente, tudo controlado através de fichas.
Viu a grande diferença nos dias  atuais com a Informática?  Um jovem tem provavelmente como primeiro emprego o cargo de     CAIXA de Banco mesmo sem experiencia.
Não uso muito a Internet, mas confesso que não vivo sem o Computador, controlo tudo fazendo planilhas no Excell.

DISQUETE
Depois de aposentado fiz uma planilha de um balancete para o condominio e fui na papelaria comprar um disquete para gravar.
O balconista riu e disse isto não existe mais, agora é Pen Drive? Impressionante?

FITA CASSET E
Perdi uma do Trio Rasputin de musicas Russas, que eu adorava, enroscou e partiu.Até hpje não consegui um CD que substituisse.
Aliás o CD tambem está em extinção.

FILLMES
O meu casamento foi filmado, literalmente, com fita de cinema 8mm.
Na ultima projeção enroscou e perdi tudo. Não tive capacidade para emendar.
FICHAS
Ainda nas décadas de 60 e 70 prevaleciam as fichas. Consegui organizar a Contabilidade de várias empresas controlando tudo com fichas.
Com a informática tudo ficou muito mais fácil.
Graças as famosas fichinhas, acredito,  é que estou  com 78,5 anos.
Como sou do tempo das ditas cujas,   acho que  São Pedro perdeu a minha. Estou rezando para ele não achar.
Em nome das  fichinhas, muitas  sacanagens  devem  ter sido feitas, principalmente em  Repartições Públicas, Cartórios, Judiciário, etc.
Já soube de advogados que pagavam  para que  funcionários de baixo escalão   perdessem determinadas fichas. Hoje com a Informática, está um pouco mais difícil, mas mesmo assim o nosso judiciario continua travado.

ARQUIVO
Outro grande problema era o arquivo. Tinhamos que arquivar tudo em ordem Alfabética e  Cronológica e não podiamos errar.
Um documento mal arquivado era um documento perdido.  
Hoje,  conheço muita gente que  não sabe a ordem alfabética.  A Lista Telefônica que obrigava a procura nesta ordem,  não existe mais.Quem sabe a ordem alfabetica é o computador.
Com o aparecimento da micro-filmagem  melhorou um pouco e com a informática, mais ainda.

TELEX 
As comunicações a longa distância por escrito, faziamos por Telex. uma espécie de rascunho gravadas em uma fita perfurada que depois de conferida era transmitida.

FAX
Com o advento do Fax houve uma grande melhora e hoje temos o E-mail.
Hoje é peça de museu

RADIO Trnsmissor
As comunicações verbais para certas regiões eram feitas por Rádio com aquela famosa expressão: Câmbio para passar a palavra para o outro lado Acredito que ainda é usado em algumas circunstancia.

TELEGRAFO
Telegrafo que utilizavva o codigo Morse e que praticamente só existia nas estações ferroviarias.

CELULAR
No inicio dos Celulares, meu sogro japonês Tadasu,com mais de 80 anos, ficava admirado quando atendiamos uma chamada no carro ou num Shopping.Achava uma coisa impressionante.
O meu primeiro celular foi um tijolinho que só pegava em alguns lugares.
Hoje, temos  celular que tira fotos, filma,tira self (foto para trás) tem joguinhos, toca músicas, liga internet e tem alguns até que falam.

G P S
GPS – Quem ainda nãp viu um, vai ficar impressionado quando vê-lo em funcionamento. Como é que consegue inducar o caminho certo em qualquer parte do mundo.

TELEVISÃO
A primeira que era em preto e branco e só alguns possuiam. Hoje até indio tem. O que mais se vê em favelas e no meio do mato são antenas de RV.
Além dos Fast Foods, a Televisão e Internet são  responsáveis pelo aumento do indice de obesidade no mundo. A pessoa viciada na TV e sofá fica sedentária e tem preguiça até de ir na esquina para comprar  pão.

RÁDIO
Eu tive a felicidade de ter crescido nas décadas de 50/60,ma era do Rádio Ainda hoje ainda é um bom meio de comunicação (ver meu post ANTIGAMENTE) O Rádio é mais dinamico, tem mais utilidade publica e podemos ouvi-lo trabalhando sem precisar ficar sentado.As propanda são deesapercebidas, na TV são irritantes;

LINOTIPO
Era uma máquina utilizadda na imprensa. Coisa de louco era uma verdadeira geringonça, os tipos eram reunidos um por um formando uma régua que era fundida com chumbo para formar a linha do jornal.Estas reuas eram dispostas em uma forma para compor a pagina do jornal, que depois era prensada no papelão, que finalmente seria colocado narotativa para rodar o jornal
É mole? Quem quizer ver este trambolhão, tem um no museu da Xilogravura do prof. ANTONIO COSTELA, em Campos do Jordão.
Tive o PRAZER? de ver este troço funcionando;

INTERNET
Fez o mundo ficar pequeno. É pena que tem sido utilizada indevidamente.Deve ser uzada como o celular, para coisas importantes.
O Prof.Antonio Costela fez um livro DO GRITO AO SATELITE que deve falar sobre o assunto.
Infelizmente por problemas visuais – ver post CEQUEIRA, não estou podendo ler.

INJEÇÃP ELETRONICA
Foi a melhor coisa que inventaram. No tempo do carburador, tive um chevette que tinha que fazer macumba para ele pegar de manhã.
Tive um escort que quando esquentava tambem não ligava.

CHAVE ELETRONICA
O meu carro tinha que baixar oo pino e bater a porta. Uma vez fechei a porta com o motor ligado, tive que achar um chaveiro para abrir o carro. Isto, agora, não acontece mais.

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CONSERVAS

Quando se desejar fazer qualquer tipo de conserva ou compota, a primeira preocupação que se deve ter é saber qual o tipo de vidro que deve ser utilizado.   Eu uso para pimentas no óleo vidros pequenos de geleia, para pickles, compotas e a primeira curtição da pimenta no vinagre, vidros maiores de palmito ou compotas. Os vidros usados devem ser bem lavados com as repectivas tampas. Prefiro sempre as tampas de metal que fecham bem. Verifique antes se não estão com ferrugem e se estão tampando bem.

ESTERELIZAR  – Coloque os vidros junto com as tampas  em uma panela grande com água suficiente para cobrí-los e ferva por 5 minutos. Retire os vidros com o cabo de um colherão de pau, levantando-os esperando secar um pouco e coloque-os de boca para  cima sobre  um jornal para acabar de secar e esfriar um pouco. Retire as tampas com um garfo e faça o mesmo. Se colocar o vidro direto no mármore da pia ele corre o risco de trincar.

CONSERVA DE PINHÃO

A melhor forma de conseguir uma boa conserva de pinhão é ir comprar na Truticultura da Cachoeirinha em Campos do Jordão do meu filho Cezar. Eu dei a idéia e ele aperfeiçoou e é uma das atrações do seu estabelecimento.

http://truticultura.blogspot.com   –   tel. 12 – 9765.2819

Lá ele tem pinhão a vontade e faz bastante tanto para consumo no seu restaurante, como para vender aos turistas. Vamos ver como eu faço:

PINHÕES –  Com uma tesoura de podar árvores corte as duas pontas do pinhão, examinando cada um se não está bichado. (o pinhão costuma ter uns bichinhos que se vê fácimente com furinhos pelas pontas.  Lave bem,  e cozinhe por uma hora na panela de pressão.

A parte mais difícil é descascar o pinhão, todo mundo gosta de pinhão, mas ninguem gosta de descascar.

O  meu filho  Cezar da Truticultura descobriu um sistema para descascar o pinhão em grande quantidade deixando-os inteiros.

Eu, na dúvida, faço o seguinte: Corto o pinhão ao meio no sentido do comprimento  e cada metade se soltará facilmente. Lave-os e reserve.  Não fica tão bonito como inteiro, más é mais prático.

Despeje água fervendo  sobre os pinhões descascados e  escorra bem, imediatamente  ainda quentes  de modo que os pinhões fiquem bem secos com a evaporação do calor.

Coloque-os nos vidros esterelizados  e cubra com óleo de girassol  ou óleo de soja até a boca.

Tampe bem os vidros e coloque-os  em banho Maria fervendo por mais 3 ou 5  minutos. Deixe esfriar na propria panela e depois coloque os vidros de cabeça para baixo em um jornal para conferir se não estão vazando.

Se estiver tudo bem, é só guardar em lugar fresco e de  pouca  iluminação. Dura pelo menos 6 meses sem abrir.

Abrindo é bom consumir em 3 dias. Não fica bom colocar na geladeira.

Coloque uma pitada de sal e dê uma volta no micro-ondas na hora de comer.

CONSERVA DE PIMENTA NO ÓLEO

É também uma das atrações da Truticultura da Cachoeirinha de Campos do Jordão. (blog acima)

Tem freguês  que vai lá só pra comprar a pimenta em conserva.

PIMENTAS –  A melhor maneira de fazer é comprar nas quitandas de produtos do norte ou no Mercado Central as pimentas que  vem  em litros curtidas no vinagre e cachaça.

Compre as de litro comum são mais baratas e muito boas.  Evite as embalagens sofisticadas que muitas vezes não tem a mesma qualidade.  Tem malagueta, comari e pimentas de cheiro vermelhas e amarelas. Pode-se fazer uma mistura colorida, comprando um litro de cada. Se fizer em camadas coloridas fica bonito.

Retire as pimentas dos vidros despejando em uma peneira e  escorra bem.  Reserve  o caldo para fazer molho.

Coloque as pimentas em vidros e tampas esterelizadas,  cubra com óleo de girassol ou soja) até a boca, (não use azeite de oliva que não fica bom).

Verifique se o vidro  ficou bem tampado colocando- o  de cabeça para baixo para ver se não tem vazamento.

Guarde em lugar fresco com pouca iluminação.

Deixe curtir pelo menos 30 dias. Mesmo depois de aberto, não usando colher suja ou úmida e  deixando sempre coberta com óleo, dura até acabar. Não deve colocar na geladeira.

Vale a pena lembrar que a pimenta curtida no óleo não faz mal,  cura até hemorróidas, eu como de colherada.

Com  vinagre, só em  molhos  e pouquinho nos salgadinhos.

A pimentinha da foto acima é a Comari e foi comprada de litro e depois curtida no óleo de soja. O vidrinho foi aberto há quase 1 ano e ainda está perfeita e saborosa.

PIMENTA –  Preparo caseiro –  Quando encontrar pimenta fresca e boa na feira, preferivelmente malagueta ou de cheiro, pode-se fazer a primeira fase da conserva no vinagre, conforme segue:

PIMENTA  –  Limpe bem as pimentas, retirando os talos  e selecione verificando se não tem nenhuma começando estragar, ou machucada demais.  Reserve – Obs: A pimenta dedo de moça que é a mais comum  é um pouco grande,  deve-se cortá-la em pedaços retirando-se o excesso  das sementes que se soltarem.

As pimentas pequenas devem ser colocadas inteiras. Dê um banho bem rápido de água fervendo nas pimentas  e jogue-as na peneira para escorrer e secar.

CALDA –  Prepare uma calda na  proporção  de 1 copo de vinagre branco, 1 cálice de cachaça e 1 cálice de água,  ferva  uns 3 minutos e reserve.

VIDROS –  Para esta fase curtida no vinagre pode-se  usar vidros maiores, quando transferir para o óleo, é melhor usar vidros pequenos de geléia.

PREPARO:       Coloque  as pimentas nos vidros esterelizados,  até a boca, enchendo com a calda bem quente. Tampar bem colocando os vidros de cabeça para baixo em um jornal para conferir se não estão vazando. Deixe esfriar e guarde  em lugar fresco com pouca iluminação pelo menos por  30 dias (pode ficar bastante tempo, se quizer).  Depois, retire  a calda para fazer molho e coloque  no óleo com os mesmos procedimentos já mencionados.

A pimenta do foto é a famosa dedo de moça, a mais comum de se encontrar. Está curtindo há 2 meses e estou aguardando vidros pequenos para prepará-la no óleo.

MOLHO DE PIMENTA

Basta colocar a calda da pimenta curtida no vinagre, a mesma que sobrou na passagem da pimenta para o óleo com 50% de molho de tomate ou catchup. Fica ótimo para temperar molhos de macarrão, carnes e molhos de cozidos e até para colocar em um salgadinho na hora de comer. Com o acréscimo do molho de tomate é bom conservá-lo na geladeira.

PIMENTA APERITIVO

Como o nome diz, fica ótimo como aperitivo, para comer até pura ou com um pãozinho.

INGREDIENTES

Pimenta Dedo de Moça graúda ou Pimenta Americana forte
Vidros pequenos de geléia esterilizados – inclusive tampas
1 dente de alho grande partido ao meio para cada vidro
Óleo de preferência de girassol

Dedo de Moça

PREPARO

Espetar cada pimenta no garfo e levar na chama do fogão até começar a estalar dos dois lados.
Retirar a pele, partir ao meio e retirar as sementes. Se ficar alguma semente, não tem problema.
Colocar no Vidro enchendo até a boca. Pode partí-las ao meio para ajeitar melhor, se quiser.
Lembre de colocar 1 dente de alho (duas metades) em cada vidro.
Cobrir de óleo até a boca do vidro, tampar bem e virar o vidro de boca para baixo sobre um jornal por alguns minutos para ver se não está vazando.
Finalmente, coloque os vidros em banho Maria por 3 minutos. Espere esfriar e guarde em lugar fresco e pouca luminosidade. Sem abrir dura  6 meses ou mais.

PICKLES – Cebolinha e legumes diversos

INGREDIENTES – Cebolinha (cebola pequena), Cenoura,  chuchú e pimentão em pedaços. Fervente  os ingredientes em uma panela com bastante água,3 folhas de louro, 3 dentes de alho, 2 colheres de sopa de molho de pimenta, colocando primeiro a cenoura,  depois o chuchú, depois a cebolinha e por último o pimentão.  Duas pimentas dedo de moça, também ferventadas,  em cada vidro, vai bem.  Desligue e despeje na pia limpa. Coloque os ingredientes em vidros e palmito ou compota esterelizados conforme indicado na conserva de Pinhão.

Despeje a calda quente, (a mesma da   conserva de Pimenta),  verifique se estão bem tampados colocando os vidros de cabeça para baixo, conforme já explicamos e guarde em lugar fresco e de pouca iluminação. Veja os procedimentos nas conservas anteriores. Em 15 dias está boa para comer.   Re-aproveite a calda para fazer pickles de pepino, não como conserva, apenas deixe  curtir  2 ou 3 dias fica pronto para  consumir.   Depois não dá mais para re-aproveitar   a mesma  calda.

A cebolinha acima está curtindo há mais de 30 dias. Só devo abrir o vidro quando o meu filho Cláudio estiver aqui em casa, porque ele é apreciador deste tipo de conserva picante. As bolinhas vermelhas são pimentas de cheiro, costumo colocar a dedo de moça, mas não tinha.

CONSERVA DE GENGIBRE – Fica muito gostosa, mas deve ser feita somente na época de gengibre novo. Na feira a gente percebe quando o gengibre está bom, geralmente ele é mais macio e mais clarinho. Aproveite para comprar porque a conserva bem feita dura pelo menos 6 meses sem abrir os vidros.

Gengibre  – Raspar a pele do gengibre e fazer fatias bem fininhas com uma faca bem afiada ou o picador de legumes. Se o gengibre for bom não haverá fiapos. Salgar bem e deixar curtindo por uma noite. No dia seguinte, coloque em uma peneira e deixe escorrer por 1/2 hora.  Coloque em vidros esterelizados com as tampas, enchendo até a boca e cobrindo com a calda abaixo descrita.

Calda –  Ferver por 3 minutos, uma calda na proporção de 1 copo de vinagre branco de ácido acético e 1 colher sobremesa de açúcar e um cálice de água. Despejar quente nos vidros com o gengibre.

Tampar bem e colocar os vidros de cabeça para baixo para verificar se não estão vazando. Usar vidros pequenos. Depois de abertos, conservar na geladeira.

GELÉIAS E COMPOTAS

Os procedimentos são os mesmos: Vidros esterelizados, envazamento com o doce até a boca e de preferencia ainda bem quente. O único detalhe é que o teste de colocar de cabeça para baixo para verificar vazamento não funciona no caso das geléias porque são mais espessas. Este teste deve ser efetuado  com água antes de esterelizar os vidros. Quando encher os vidros com a geléia procure verificar se ficaram  bem tampados. No caso de compotas  com calda o teste pode ser feito.

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