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Archive for outubro \19\UTC 2010

A criação deste blog, deve-se  as  inumeras receitas que fui anotando e experimentando durante muitos anos.

O objetivo principal é evitar que o computer fique lotado e de que possa ocorrer uma pane e o trabalho ficar perdido.

Devo avisar que sou muito prático e como cozinho diariamente, sou inimigo de receitas complicadas ou sofisticadas. Apesar de todas as receitas terem sido testadas, agradeço  criticas e sugestões, dos que por interesse ou curiosidade, tenha visitado este Blog.

Assumi esta função de cozinhar diariamente, depois que o meu filho André se acidentou, ha 8 anos, para deixar a minha esposa mais livre para os trabalhos da casa e sempre consulto as receitas , principalmente as que estou sem fazer a muito tempo.

Este blog serve de Manual para mim e poderá ser útil tambem para os amigos que quizerem consultá-lo.

A foto é só pra mostrar o avental que ganhei da minha ex-nora Elaine, como presente do dia dos pais. (ago-2011)

Esta minha vocação para a culinária descobri acidentalmente.

Há 50 anos atrás, estava eu com mais ou menos 24 anos, trabalhava na Mc Erikson Publicidade em São Paulo, junto com mais 4 amigos que, como eu, vieram de Mococa.

Como eles nunca tinham visto o mar, tivemos a ideia de passar um feriadão no rancho do meu primo Milton na Vila Mirim na Praia Grande, que naquela época era deserta.   Tivemos que levar mantimentos e ingredientes para cozinhar.

No primeiro dia, o meu amigo Espicha que deveria ser o cozinheiro da turma, resolveu fazer um macarrão alho-óleo.

O Espicha não soube cozinhar o macarrão “al dente”, cozinhou de mais e provavelmente com pouca água e ficou um grude, não desgrudava da concha e da panela. Na época havia uma propaganda  que usava a expressão:    ESSA  COLAAAHHHH?,   e era isto que falávamos.

Jogamos tudo no mato e nem os porcos que haviam no local, quizeram comer.

No dia seguinte, depois desta experiencia, ninguem queria arriscar a cozinhar. Foi aí que eu parti para o sacrificio e falei, eu acho que consigo fazer um arroz, eu sei  mais ou menos como a minha mãe faz e posso fazer uma salada completa. Cozinhei uns ovos com legumes, coloquei cebola e  tomates e o tempero tradicional, sal vinage e oleo. Não sei se estavam todos com fome, mas todo mundo gostou e limparam os pratos.

Conclusão, tive que cozinhar novamente no dia seguinte e  além do arroz,  fiz omelete , sardinha e  outros enlatados.

Depois de casado, já com filhos pequenos, começamos a nos  reunir todos os domingos na casa do meu sogro( japonês – Sr.Tadasu ), ficando cada semana uma familia encarregada do almoço.

Quando chegava a nossa vez, era eu quem cozinhava. Então tive que aprender a cozinhar para 15 pessoas (eram 4 familias). Entrei na fase dos panelões, das feijoadas, virados, assados, churrascos  e a japonesada  gostava. Comigo,aprenderam também a gostar de caipirinha.

As sobremesas ficavam sempre por conta das tias solteiras que não sabiam cozinhar. Meu sogro e minha sogra faleceram e o costume foi encerrado.

Só voltei a cozinhar, desta vez pra valer, ha 8 anos após o acidente do André, conforme já falei anteriormente.

Eu como administrador de empresas, tive que  aprender a administrar a geladeira e a dispensa e a programar o rango (menú) para os dias da semana, evitando repetições e fazendo uma ração balanceada, ou seja, com carnes, peixes, frangos, frutas, vedruras e legumes.  A Dona Olga faz o Supermercado e compra os ingredientes que  gosta, eu analizo as compras e faço a programação. Alguns pratos são especialidade dela e ela gosta de fazer e eu não, Ex: Tortas, bolos, panquecas e carne (lagarto) assado na pressão que eu corto em  fatias bem finas. Nestes dias, eu descanso um pouco, mas pero no mucho, porque tenho que fazer os acabamentos.

Por falar em descansar, sem querer eu captei uma conversa de uma senhora com uma amiga, e ela falou: só descanso quando vou para a cozinha? Eu pensei: É  VERDADE. Não sei qual seria o problema dela, mas cozinhar sem ninguem perturbando é uma Terapia e é por isso que não reclamo.  Já li uma entrevista de moço novo, cozinheiro que declarou: se eu para de cozinhar, eu morro ou fico louco. (é exagero !?)

Vou deixar para fazer mais comentários conforme for apresentando as Receitas.

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BIQUINHA

Nós não queriamos mais nenhum animal de estimação. O ultimo que tivemos foi uma gata de tres cores que com sete anos ficou doente com cancer nas mamas e tivemos que sacrificar, o que foi muito triste. Ela era muito esperta e gostava de passear. Quando iamos no sitio ela gostava da liberdade e quando começavamos a arrumar as malas para voltar ela dava um jeito de se esconder. Uma vez tivemos que tirá-la de cima do telhado na hora de ir embora. Depois, vendemos o sitio e fomos para um apto na praia (Guarujá) e ela fazia a mesma coisa, quando começavamos arrumar as malas ela se escondia debaixo do beliche. Ela parou de comer, ficou muito fraquinha e enquanto teve forças pulava no nosso colo. Eu gosto de cachorro, mas acho que é preciso tempo e dedicação para deixá-lo bem educado e cada raça tem um temperamento diferente.

As experiencias que tive com pássaros também  não foram muito boas. Tive um Sabiá que pegava tatu  bolinha no ar, quando eu jogava. A casa foi arrombada e os ladrões o soltaram (deve ter morrido, porque não sabia procurar comida) Eles soltam porque acham que ninguem deve ficar preso. Tive um Curió que cantava bastante, este os ladrões gostaram e levaram com gaiola e tudo. Finalmente tive um Pintagol (cruzamento de Pintasilgo com Canário do Reino), que cantava muito e viveu 18 anos.

Aí, apareceu o Biquinha, um Calopsita macho que meu filho Claudio que morava no Rio deJaneiro não queria mais porque ele não estava se dando bem com a femea que ele tinha arranjado (acho que era macho). Inicialmente estavamos trazendo o Biquinha para oferecer para Dona Rita, sogra do meu filho Ayrton, uma senhora  que tinha perdido o seu papagaio de estimação que fugiu, mas acontece que ele, muito esperto já na viagem, fez amizade com a Dona Olga, minha esposa, cantando durante toda a viagem. Conclusão: Acabamos ficando com o bicho que está conosco ha 3 anos.

Ele fica solto e se deixar ele anda na casa toda. Gosta muito de companhia de humanos, quando fica muito tempo sozinho e quer chamar atenção, ele começa a falar Biquinha, Biquinha e a cantar. Ele tem um repertorio razoavel,canta Tema do Indiana Jones, Ponte do Rio Kway, Com quem será, Hino Nacional, o Hino do São Paulo ele cantava e agora parece que esqueceu, de vez em quando canta também um Tapinha não Dói.  Estava tentando ensinar o Parabéns p/Voce, mas ele fica nervoso e parece que não quer aprender mais nada.  Está mal acostumado e participa de todas as atividades da casa, geralmente subindo no ombro da Dona Olga, no meu, ou andando pela casa. Se estivermos de calça comprida, ele escala pela calça até chegar no ombro. Na pia da cozinha ele pede para abrir um fio de água na torneira para ele beber, ou se estamos picando verduras ele gosta de roubar pedacinhos. O bom é que está obediente, a gente pega e leva pra gaiola e ele fica. A tarde ele vai ficando mais quietinho e quando começa escurecer, a gente fala Biquinha, vamos fazer nana e ele entra na gaiola sozinho, a gente fecha e cobre a gaiola para ele dormir e parece que ele gosta.  Dê uma olhadinha no Picasa que tem uns videos dele cantando. Ele canta melhor, conforme a hora, mas dá para ter uma ideia.  O problema é que ele é de lua e tem vez  que ele canta  bem e tem vez que enrola.

 

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